Mamona e Biodiesel



A mamona (Ricinus communis - Euphorbiaceae) é uma planta existente nas regiões secas do Brasil. Está sendo utilizada como combustível renovável, ecologicamente correto, ajudando o sertanejo a ter uma fonte de renda e ter sobrevivência em épocas de estiagem. O biodiesel extraído da mamona pode ser usado em qualquer motor, como os de tratores ou os de caminhões, sem nenhuma adaptação.

O biodiesel pode ser produzido a partir de todo óleo vegetal e até animal, como óleo de peixe. No caso do combustível feito a partir de óleo de mamona, que tem uma viscosidade maior, ele precisa ser misturado na proporção de 20% de biodiesel para 80% de diesel comum para ser usado. Na sua combustão, não há emissão das substâncias mais poluentes (que contêm enxofre), encontradas nos combustíveis fósseis. O biodiesel pode inclusive ser usado em geradores de energia, neste momento de escassez, ajudando a reduzir a importação de petróleo.

Depois de extraído o óleo, a sobra (chamada de torta ou farelo) ainda pode ser usada como ração animal. No caso da mamona, é preciso desintoxicar o farelo antes de transformá-lo em ração. É possível também transformar a madeira do caule em adubo. A mamona produz de 15 a 20 toneladas de madeira por hectare.

O biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclodiesel automotivos (de caminhões, tratores, camionetas, automóveis, etc) ou estacionários (geradores de eletricidade, calor, etc). Pode ser usado puro ou misturado ao diesel em diversas proporções. A mistura de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo é chamada de B2 e assim sucessivamente, até o biodiesel puro, denominado B100.

Segundo a Lei nº 11.097, de 13 de janeiro de 2005, biodiesel é um ” biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil”.

A transesterificação é processo mais utilizado atualmente para a produção de biodiesel. Consiste numa reação química dos óleos vegetais ou gorduras animais com o álcool comum (etanol) ou o metanol, estimulada por um catalisador, da qual também se extrai a glicerina, produto com aplicações diversas na indústria química.

Além da glicerina, a cadeia produtiva do biodiesel gera uma série de outros co-produtos (torta, farelo etc.) que podem agregar valor e se constituir em outras fontes de renda importantes para os produtores.

O óleo é o mais importante constituinte da semente de mamona, sendo o ácido ricinoléico o seu maior componente. O grupo hidroxila confere ao óleo da mamona a propriedade em álcool. Além disso, é um óleo bastante estável em variadas condições de pressão e temperatura. Segundo Beltrão, da Embrapa, a amêndoa representa 75% em peso da baga e contém entre 43% e 49% de óleo. “No Brasil, pode atingir até 70% da baga dependendo da variedade e da região”, afirma.

Objetivo Geral: homologar combustíveis capazes de substituir o óleo diesel, tanto em uso veicular quanto na geração de energia elétrica, que sejam provenientes de fontes renováveis disponíveis no território nacional.

Objetivos Específicos: identificar a viabilidade técnico-econômico-ambiental dos óleos vegetais disponíveis no mercado nacional, tanto virgens quanto usados, assim como de gordura animal. Avaliar a possibilidade de uso de oleaginosas sem colocação atual no mercado. Estudar o potencial para aplicações de desenvolvimento genético com vistas a reduzir os prazos de colheita e aumentar a produtividade, bem como obter óleos com características propícias ao uso como combustível e que, simultaneamente, tenham reduzidas suas aplicações em outros setores. Com isto, será reduzida a competição sobre a oferta atual, basicamente usada com finalidade alimentar, além de coibir a escassez quando estiver consolidado o mercado de consumo de biodiesel. Elaborar manual sobre o processamento de todos os tipos de óleos e gorduras analisados.

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