Balanço Energético do Biodiesel



A utilização do novo combustível depende, entre outros fatores, de uma relação positiva entre a energia consumida no processo de produção, e a energia disponibilizada pelo combustível produzido. É fundamental ter um balanço energético positivo para a utilização racional de derivados de biomassa como combustíveis. Por exemplo, estudos detalhados de custos energéticos conduzidos para o etanol no contexto brasileiro, indicam que para cada unidade de energia investida na agroindústria canavieira, são produzidas cerca de 8,3 unidades de energia renovável. Comparativamente, nos EUA o etanol tem uma relação de apenas 1,3.

No Brasil, alguns estudos precursores do balanço energético na produção de biodiesel foram realizados nos anos 80. Avaliando o biodiesel de soja, determinou-se uma relação produção/consumo de 1,42. Uma avaliação preliminar mais recente para o biodiesel de soja, sem ter em conta os subprodutos, estimou uma demanda energética de 30 MJ por litro de biodiesel, resultando em uma relação produção/consumo de 1,43.

Outros estudos chegaram a um balanço energético de aproximadamente 5,6 para o dendê, e de 4,2 para a macaúba, o que confirma o potencial das palmáceas como fonte de matéria-prima, ou seja, maior produtividade e disponibilidade de resíduos de valor energético. O Brasil dispõe de poucos estudos sobre o balanço energético do biodiesel. O tema é importante e deve ser melhor explorado para fundamentar decisões corretas. O balanço energético da produção depende muito da matéria-prima e processos.

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